Peça dirigida por Sérgio Ferrara e com Caco Ciocler no elenco estréia dia 18/07/08 no SESC Santana
● SINOPSE
Cristianismo e paganismo, intolerância religiosa e preconceito, as relações sinuosas da Igreja com o Estado. Essas são algumas das polêmicas debatidas em “Imperador e Galileu”, peça do norueguês Henrik Ibsen (1828-1906), que ganha montagem inédita no Brasil, pelas mãos do diretor paulistano Sérgio Ferrara. A peça estréia em 18/07/2008, no Sesc Santana, zona norte de São Paulo, e tem o ator Caco Ciocler como protagonista, no papel do imperador Juliano.
O texto, escrito em 1873, é considerado pelo próprio Ibsen a sua maior obra. “Imperador e Galileu” é a que teve o mais longo processo criativo da carreira do dramaturgo, com a duração de nove anos, entre 1864 e 1873. O texto trata da vida do Imperador Juliano (que viveu no século IV d.C), que se tornou figura polêmica ao tentar destruir a igreja católica como religião oficial do império romano e resgatar os cultos pagãos.
Quando assumiu o império romano, a primeira coisa que Juliano fez foi tentar extinguir a igreja católica como igreja oficial do Estado. O escândalo foi enorme. Dentre as polêmicas leis que criou, ele decretou que a igreja católica deveria restituir todos os templos pagãos que ela destruiu quando foi elevada a igreja oficial, estava proibida de receber doações em dinheiro e não poderia mais usar o Estado ou sua infra-estrutura, como o transporte, para poder peregrinar. Teria que pagar por isso, bem como conviver com todos os ritos pagãos que o imperador pretendia resgatar.
A peça é dividida em duas partes: “A Apostasia de César”, que acontece na adolescência de Juliano, no período de sua formação, quando estudou filosofia em Atenas, e “O Imperador Juliano”, quando governou o império romano por dois anos e declarou a liberdade religiosa de todos os cidadãos. Nesse segundo ato, Juliano torna-se imperador e declara a liberdade religiosa a todos os cidadãos. Foi considerado um Anticristo e assassinado aos 32 anos, no deserto, por um criado e amigo cristão. A peça, que se passa no século IV, relata, dentre outros tópicos, a intolerância religiosa presente ainda nos dias de hoje.
“Juliano é uma figura fascinante e de vanguarda. Ele bate de frente com uma instituição poderosíssima e nos leva a refletir sobre a religiosidade num sentido mais amplo, a do próprio conhecimento do ser humano. Até que ponto a intolerância religiosa nos leva a ser preconceituosos? Usam-se nomes de santos para justificar guerras e matar em massa. O texto é denso, difícil e foi um desafio traduzir tanta filosofia em exercício de palco. Destacam-se na montagem XXXXXXX”, explica Sérgio Ferrara.
Sobre Sérgio Ferrara:
Sérgio Ferrara foi responsável pela direção teatral de grandes artistas, como Paulo Autran e Raul Cortez. Suas peças destacam-se pelo dialogo inteligente, filosófico, que extrapola os limites do texto. Dirigiu as seguintes peças: “Exercício para Antígona” (1997), “Mãe Coragem e seus filhos” (2002), “O Mercador de Veneza” (2004) e, recentemente, “O Inimigo do Povo” (2007), de Henrik Ibsen, em comemoração ao centenário de morte do dramaturgo norueguês, com o apoio da Embaixada Real da Noruega no Brasil. Recebeu o Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) de melhor diretor pelo espetáculo “Pobre Super-Homem”, de Brad Fraser.
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FICHA TÉCNICA
Autor:
Henrik Ibsen
Direção: Sergio Ferrara
Imperador Juliano
- Caco Ciocler
Máximo
O Mago - Sylvio Zilber
Bispo Maris - Abrahão Farc
Decêncio - Julio César Machado
Gregório de Nazianzo - Gustavo Haddad
Persa - Joaz Campos
Salúcio - Ronaldo Oliva
Joviano - Hércules Morais
Faustina-Imperatriz - Liza Scavone
Criado - Dan Rosseto
Tradução:
Fernando Paz
Cenário: Carlos Pedreanez e Leonardo Ceolin
Figurino: Márcia Orsini
Iluminação: Caetano Vilela
Assistência de direção: Joaz Campos
Sonoplastia: Sérgio Ferrara
Fotos: Marcio Scavone
Preparação vocal: Edi Montechi
Assessoria de imprensa: Sheila Grecco
Operador de luz: Emerson Fernandez
Operador de som: Eduardo Guedes
Contra-regra: Emerson Nigro
Produção executiva: João Roncatto
Direção de produção: Elder Fraga / Roberto Malta
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Realização:
Fraga e Ferrara Produções
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