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Barrela

● A HISTÓRIA DE BARRELA

Houve um caso em Santos de um garoto que, por pouca coisa, foi recolhido ao xadrez, junto com a malandragem da pesada e penou o bastante pra ficar picado de raiva e saindo de lá, se armar e ir matando todos os que o barbarizaram no xadrez. Escrevi em forma de diálogo, em forma de espetáculo de teatro, mas não me policiei, não me preocupei com os erros de português, nem com as palavras. Imaginei o que se passara no xadrez antes, durante e depois de o garoto entrar. E dei o nome de Barrela, que é a borra que sobra do sabão de cinzas e que, na época, era gíria que significava o mesmo que curra, ou seja, quando todos estupram um.

A censura proibiu a peça várias vezes.

Em 1969, um figurão da Censura Federal me disse que “Barrela” poderia ser revisto desde que houvesse possibilidade de ele assistir um ensaio. Acreditei. Santa ingenuidade! Com a peça prontinha, procuramos ele pra assistir ao ensaio.

E o homem simplesmente se negou. Recusou o diálogo e negou que tivesse se prontificado algum dia a assistir, ao ensaio, negou ter prometido alguma coisa a mim.

Mais do que o elenco, sofreu o nosso sempre querido Alberto D’Aversa, que já sabia que teria pouco tempo de vida e preparava sua grande direção, para que a “Barrela” fosse um marco em sua vida. Tempos depois morria o D’Aversa, com ele, muito de mim.

Eu dedico essa peça a todos os que deram seus talentos às personagens, a todos os que perderam dinheiro e tempo na vã esperança de vê-la encenada. De coração agradeço a todos.
Plínio Marcos 

● FICHA TÈCNICA 

Antônio Petrin: Portuga
Jairo Mattos: Bereco
Élcio Nogueira: Tirica
Eric Nowinski: Louco
Adão Filho: Fumaça
Antônio de Andrade: Bahia
Silvio Restiffe: Garoto
Elder Fraga: Guarda
Rubns Espinoza: Guarda
 

Texto: Plínio Marcos
Direção:
Sérgio Ferrara
Projetos e Execução do Cenário:
Alunos do curso de cenografia do Espaço Cenográfico 1999, sob a coordenação de Karin Westefeld, Vladimir Silva de Castilho e Alfredo Gomes Filho.
Orientação Geral: J. C. Serroni
Supervisão de Figurino:
Beti Antunes
Luz:
Caetano Vilela
Assistente de Luz:
Roberto Cohen
Fotos:
Jefferson Pancieri
Preparação Corporal:
Ariela Goldmann
Assessoria de Imprensa:
João Federici (Idéias e Ideais)
Progamaçaõ Visual:
Alexandre Gigante
Direção de Produção e Administração:
Beti Antunes

AGRADECIMENTOS

Daniel Palmeira
Danilo Miranda
Eti Antunes
Fauzi Arap
Fernando Peixoto
Funcionários do Teatro de Arena
Funarte
J. C. Serroni e Equipe do Espaço
Cenográfico
Marco Antonio Braz
Pessoal da Funart
Reinaldo Maia
Ricardo Muniz
Sérgio Carvalho
Vera Artacho

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